Virá o Papa Bento, o "Pontifex Maximus", a ser verdadeiramente um "construtor de pontes"?
Comunicado do Movimento sobre a ida do Papa à Baviera, Setembro de 2006.



Outrora, Joseph Ratzinger era conhecido por ser um teólogo alemão progressista do Concílio Vaticano II. Será que agora o Papa Bento XVI vai deixar marcas de e para a esperança durante a sua visita à Baviera, especialmente para os leigos e as leigas, para as mulheres, para os jovens e as jovens, para os padres com excesso de trabalho, e finalmante, na Alemanha, país da Reforma, para o ecumenismo? Esta é uma questão que se coloca sobre o fundo das numerosas medidas disciplinares que tomou durante os longos anos em que desempenhou a sua função de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, colocando várias vezes a Igreja católica na Alemanha em "ponto de ruptura".

Será muito importante não apenas para o futuro da Igreja na Alemanha que Joseph Ratzinger, depois de ter actuado durante mais de 23 anos como guardião supremo da fé, esteja à altura da sua condição de Papa como "construtor de pontes", servindo a unidade da igreja e conduzindo diálogos sinceros e francos.

O movimento católico reformista Nós Somos Igreja considera altamente significativa a posição que o Papa venha a tomar em relação ao apostolado das leigas e dos leigos em geral, e em particular, a posição relativa à linha dissidente do Bispo de Regensburg, Dr. Gerhard Müller, que discrimina as leigas e os leigos fiéis. Bento XVI não se pode deixar aprisionar por tradicionalistas nem por pessoas que tentam impedir as reformas necessárias. A atitude que o Papa vier a tomar na Baviera será um sinal claro para saber se a Igreja Católica está ou não pronta a pedir aos fiéis leigos e às fiéis leigas que tenham parte activa na Igreja e a deixá-los participar responsavelmente nas tomadas de decisões, como "Povo de Deus".

Olhando para o programa da visita do Papa, é mais do que duvidoso que esta venha a significar verdadeiramente um fortalecimento e aprofundamento da fé das pessoas. O próprio Papa mostrou este cepticismo na sua entrevista televisiva. Além disso, também alguns estudos socio-científicos, como o alarmante "Sinus Study" ilustram que até as massas de peregrinos, presentes na altura da mudança de episcopado e no "Dia Mundial da Juventude" em Colónia, Alemanha, não produziram nenhuns efeitos positivos a longo prazo.

Se a Igreja não quer seguir o chamado "Espírito do Tempo" no seu ensino, então também não deve adaptar as suas formas de pregação ao estilo dos movimentos de massas seculares. A cada vez maior fixação na pessoa do Papa e no seu ofício, intensificada pelos media, não corresponde aos ensinamentos de Jesus.

O Nós Somos Igreja acompanhará a visita do Papa de uma forma crítica e construtiva; uma visita que não é um acontecimento especial apenas para a Igreja Católica da Baviera. As nossas actividades prioritárias serão: Pode encontrar-se informação actualizada no site da Secção Alemã do Movimento Nós Somos Igreja.

Na diocese de Regensburg, grupos de leigas e leigos organizarão vigílias de protesto e bancas de informação contra a linha dura do Bispo Müller. Para mais informação, veja-se www.laienverantwortung-regensburg.de

‘Nós Somos Igreja’ é um movimento internacional, dentro da Igreja católica, que busca a renovação no espírito do Concílio Vaticano II (1962-1965). O ‘Nós Somos Igreja’ iniciou-se na Áustria, em 1995 com um referendo eclesial.

O Movimento Internacional Nós Somos Igreja, fundado em Roma em 1996, está representado em mais de vinte países em todos os continentes e trabalha em rede no mundo inteiro com grupos reformistas de índole semelhante. O ‘Nós Somos Igreja’ representa teologicamente a “voz das pessoas nos bancos da Igreja”, como têm confirmado repetidamente vários estudos feitos por bem conhecidos sociólogos da religião.

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