10 anos passados a Esperança e a Determinação continuam fortes
Comunicado de Imprensa — IMWAC, 25 de Novembro, 2006



No dia do seu 10º Aniversário, o Movimento Internacional 'Nós Somos Igreja' envia carta ao Papa pedindo diálogo, a fim de debater possíveis estratégias para o novo século.

Pela terceira vez, no dia em que celebra o 10º Aniversário da sua fundação em Roma - 25 de Novembro de 1996, o Movimento Internacional 'Nós somos Igreja' solicita uma audiência ao Papa Bento XVI, a fim de lançar um diálogo aberto, alargado e construtivo acerca das actuais questões e problemas da Igreja.

Não houve resposta à primeira carta. A resposta à segunda carta, baseada em instruções vindas da Secretaria de Estado do Vaticano, recomendava diálogo com os bispos diocesanos e com os padres.

Na terceira carta hoje enviada ao Papa, o 'Nós somos Igreja' sublinha a necessidade do diálogo com o Vaticano, porque os muitos diálogos havidos com os bispos nos últimos 10 anos revelaram claramente que as questões e os problemas pastorais discutidos nesses diálogos não eram da sua responsabilidade mas sim competência do Vaticano.

«Se o Papa pede diálogo com o Islão também deverá haver um diálogo aberto e substancial dentro da Igreja», afirmou Raquel Mallavibarrena, Coordenadora do Movimento Internacional 'Nós Somos Igreja'.

Num documento de reflexão intitulado «Perspectivas de Reforma da Igreja sob o Papa Bento XVI» o 'Nós Somos Igreja' resumo o que foi alcançado na primeira década da sua existência e analisa a situação da Igreja Católica Romana nesta encruzilhada. O documento também aponta as estratégias possíveis para uma secunda década.

O 'Nós Somos Igreja' desenvolveu-se a partir da Petição do Povo de Deus iniciada na ustria em 1995 e baseia-se no Artigo 37 do documento 'Lumen Gentium' e no Canon 212 (3) do Direito Canónico. Sendo um movimento mundial a favor da reforma da Igreja Católica, o 'Nós Somos Igreja' está empenhado na renovação da Igreja baseando-se no Concílio Vaticano II (1962-1965) e no espírito teológico que dele nasceu.

Constituindo-se como «uma voz dos leigos sentados nos bancos das igrejas» o 'Nós Somos Igreja' já provou que os seus cinco objectivos são sólidos do ponto de vista teológico e são apoiados pela vasta maioria dos fiéis em todas as zonas do mundo. Em 1997, o 'Nós Somos Igreja' apresentou ao Papa João Paulo II a «Petição do Povo de Deus».

Em 1998 o 'Nós Somos Igreja' iniciou um apelo intitulado 'Um Papa para os Tempos Vindouros' que foi apoiado por mais de 145 grupos pró-reforma trabalhando em várias zonas do mundo.

O 'Nós Somos Igreja' acompanhou no local os trabalhos dos Sínodos dos Bispos em Roma, ocorridos em 1999, 2001 e 2005.

Em 2005, após a morte do Papa João Paulo II e antes do início do Conclave, o 'Nós Somos Igreja' organizou uma série de conferências em Roma, sob o tema geral de Uma Visão para uma Nova Igreja.

Hoje em dia a Igreja institucional é muito mais conservadora do que o era no tempo do Concílio, mas continua a haver um desejo profundo de mudança. Toda a Igreja se confronta com graves problemas pastorais que estão estreitamente ligados aos cinco objectivos do 'Nós Somos Igreja'.

Nos Sínodos para a sia, frica e América, assim como no Sínodo sobre a Eucarístia realizado em 2005, um número crescente de bispos demonstraram que estão interessados em reformas. Mas até ao presente, nem o Papa nem a Cúria Romana tomaram qualquer decisão tendo em vista enfrentar os imensos problemas pastorais existentes em todo o mundo.

O 'Nós Somos Igreja' ainda não conseguiu que a super-estrutura do Vaticano fizesse reformas mas as perspectivas do ' Nós Somos Igreja', que se baseiam nos Evangelhos, são cada vez mais adquiridas pela Igreja e acabarão por ser aprovadas.

O 'Nós Somos Igreja' centra-se na Igreja como Povo de Deus, na linha do Vaticano II. A nível internacional e através dos grupos constituídos em muitos países, o Movimento continuará a fazer-se ouvir por ocasião dos grandes acontecimentos da Igreja, ou em relação a documentos e a encontros.

Na perspectiva da celebração do 50º Aniversário do Vaticano II em 2012, o ' Nós Somos Igreja' irá aprofundar a sua espiritualidade tendo em vista o longo processo de reforma que se advinha.

«A nossa fé e a nossa esperança continuam fortes!»
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