Comentário do Movimento Internacional 'Nós Somos Igreja — Portugal'
ao discurso de Bento XVI aos bispos portugueses,
por ocasião da visita ad Limina



Ao que parece que até o Papa Bento XVI percebeu que os bispos portugueses vivem distantes do Povo de Deus, posição que surpreende, pois vem na linha da sua própria actuação perante esse mesmo Povo. Ainda assim, terá compreendido que estes bispos vivem distantes do Povo de Deus, não os/as escutam, têm medo da inovação, em resumo temem os desafios de Jesus.

Partiram para esta visita sem terem feito inquéritos aos/às fiéis sobre qual o sentir destes/as em relação à actuação da Igreja como instituição e como testemunho de Jesus. Não terão dito nos seus relatórios ao Papa os quais, lamentavel e inaceitavelmente, são confidenciais, que os talentos e as capacidades do Povo de Deus poderiam ser colocados ao serviço da comunidade com muito mais força e empenho, não disseram ao Papa que eles, Bispos, Bispo vivem em círculo fechado, não se apercebendo qual o sentir dos/as crentes, na sua variedade e amplitude.

Como dizia o leitor do jornal 'Público', Manuel Pais, em carta publicada nesse jornal no dia 2 de Novembro, 2007: "Nesta visita, Roma fica a saber o que os bispos pensam das suas dioceses. Tudo bem. Mas como é que consegue saber o que é que as dioceses pensam dos seus bispos?"

Será que depois desta visita os bispos vão mudar alguma coisa na sua actuação? Tenhamos fé na força do Espírito, procurando no dia a dia praticar o mandamento do amor, sabendo que a Igreja somos todos nós, e como tal tão responsáveis por testemunhar Jesus como são os bispos.


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