Movimento Internacional
Nós Somos Igreja • Portugal

Apresentação

O Movimento Católico Internacional ‘Nós Somos Igreja’ que pretende reflectir acerca de reformas na Igreja, consideradas pelos seus membros como muito importantes, sobretudo a nível de organização e modo de funcionamento, tem vindo a espalhar-se por vários países do mundo e a criar canais de comunicação com outros grupos e associações. Para tal utiliza quer a internet quer o correio electrónico como meio rápido e prático de trocar informações e experiências.

Em Portugal as pessoas que estão interessadas neste movimento têm reunido com bastante regularidade e têm elaborado e divulgado diversos documentos. Além disso, encontram-se em ligação permanente com os grupos existentes noutros países. O Centro de Reflexão Cristã tem continuado a dar o apoio logístico ao Movimento o qual não pretende constituir-se em associação formal.

Desde que se constitui em inícios de 1997, em Portugal, o Movimento começou por divulgar a Petição do Povo de Deus, e recolher assinaturas para a mesma. Esta Petição incide sobre 5 pontos, a que aspiramos, a saber:
  1. Uma Igreja fraterna;
  2. Uma Igreja com uma nova atitude face às mulheres;
  3. Uma Igreja onde os ministérios ordenados sejam reequacionados;
  4. Uma Igreja que valorize a sexualidade, elemento constitutivo do ser humano, criado por Deus;
  5. Uma Igreja empenhada nos direitos humanos, que valorize questões de ordem ética e moral.
As assinaturas recolhidas em muitos países do mundo — cerca de 2 milhões — foram entregues na Santa Sé por ocasião de uma peregrinação a Roma, ocorrida em 1997. Apesar de a organização internacional ter escrito com largos meses de antecedência a pedir uma audiência ao Papa ou a quem este indicasse, nunca foi recebida qualquer resposta.

A nível nacional, a secção portuguesa tomou posição sobre documentos emanados da Santa Sé, ou sobre acontecimentos no nosso país, e tomou sempre a iniciativa de enviar essas tomadas de posição aos bispos portugueses, a título individual, assim como à Conferência Episcopal. É de justiça assinalar que alguns bispos nos têm recebido e ouvido, manifestando até simpatia e empatia com muitas das nossas preocupações. Contudo, apenas de forma informal recebemos qualquer reacção por parte do episcopado a essas tomadas de posição. Lamentamos que não esteja instituída na Igreja Católica portuguesa a cultura do diálogo e do debate de ideias.

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